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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Fim da Reserva do Cobre: Temer libera 4 milhões de hectares para mineração


Olá pessoal,

Realmente não falta mais nada para envergonhar quem realmente ama o Brasil. Dessa vez, nosso principal "representante", o presidente Michel Temer, assinou um decreto extinguindo a Reserva do Cobre, uma área com 47 mil metros quadrados situada na Amazônia. A partir de agora, a região, um pouco maior do que o Espírito Santo, poderá ser explorada pela iniciativa privada. 

Não podemos deixar elas morrerem!


Se você está aqui é porque muito provavelmente valoriza as árvores assim como nós, então pode começar a se entristecer,  pois se nada for feito será o fim de milhares delas. A Reserva do Cobre possui nove áreas protegidas: a Reserva Biológica de Maicuru, O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, a Reserva Extrativista Rio Cajari e as Terras Indígenas Wãiapi e Rio Paru d'Este. De todas essas, apenas uma pequena área da Floresta Estadual Paru teria previsão para mineração.

E, sem consultar os brasileiros, nosso presidente tomou essa atitude sórdida de quem não tem o mínimo respeito ao meio ambiente. Segundo o decreto de Temer, por mais que a reserva tenha sido extinta e com isso iniciará a exploração mineral, as legislação sobre que protege a vegetação nativa será respeitada. Como assim? De que jeito?

Confira a opinião de especialistas sobre o fim da Reserva do Cobre

A jornalista e comentarista, Miriam Leitão, em matéria do site G1, falou sobre o assunto. Segundo ela, não há como garantir que as normas ambientais serão respeitadas. "Na verdade é ao contrário, pois quando o governo abre uma área como essa, mesmo que tente controlar,  o que irá fazer com grileiros, aventureiros, desmatadores e garimpeiros? Aí iniciará a destruição", afirmou.

Quem também compartilha dessa opinião é o Núcleo de Ciências da ONG WWF Brasil, que inclusive publicou relatório onde consta que menos de 30% da reserva estaria acessível para a exploração de recursos minerais. Ou seja, esses locais estão dentro de uma grande área protegida. O receio da WWF, de acordo com o documento, é de que haja conflito entre os interesses do setor mineral e a conservação da natureza. E alguém duvida disso?

De acordo com o diretor da ONG, Maurício Voivodic, em matéria do site Amazonas Atual, a liberação da exploração mineral na Reserva do Cobre irá causar impactos irreversíveis ao meio ambiente da região e aos brasileiros que lá vivem. "Além da exploração demográfica, desmatamento, perda da biodiversidade e comprometimento dos recursos hídricos, haverá acirramento dos conflitos fundiários e ameaça aos povos indígenas e populações tradicionais", comentou.

Como podemos ajudar a salvar a Amazônia

Enquanto as atividades de mineração não se iniciam efetivamente, é possível fazermos a nossa parte, pressionando o governo para que volte atrás de sua cruel decisão. Uma iniciativa é a do Greenpeace, que criou o slogan "Todos pela Amazônia", o qual pode ser usado como hashtag em suas mídias sociais e você também tem acesso a um abaixo assinado no site criado especialmente para discutir o fim da Reserva do Cobre. 

Há também uma petição da comunidade de mobilização, Avaaz, a respeito.

Assine, se informe, compartilhe com sua comunidade. Não vamos deixar que esse assassinato em massa acontecer em nosso país! #todospelamazonia


Até logo!