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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Era o que faltava! Árvores como vilões do desperdício de água em São Paulo

Olá pessoal,

Todos têm acompanhado as notícias a respeito da falta de água nos reservatórios em São Paulo, certo? O principal deles, o sistema de represas Cantareira, que abastece mais de seis milhões de casas na maior cidade do Brasil, está à beira do colapso. Em curto prazo a água pode simplesmente acabar! E agora, o que fazer?



Ao que parece ser “desespero coletivo” algumas pessoas começam a cogitar a hipótese de barrar o plantio de árvores. Isto mesmo! De acordo com matéria do blog Árvores de São Paulo, publicada ontem, o biólogo Ricardo Cadim relatou:

“Ouvi o seguinte comentário essa semana "Tem que parar de plantar árvores, porque não podemos gastar água para regar até elas pegarem". Na feira de plantas do Ceagesp, um tradicional vendedor reclamava que ninguém queria mais comprar plantas com o medo de não ter água para regar depois, e o movimento estava ruim.

Parece que está havendo uma inversão de valores: de "fábrica de água" que são as plantas, elas passaram a ser vilões e responsáveis ou exemplos de desperdício de água. Que situação. Continuando essa linha de pensamento, o futuro de São Paulo está claro, é um extenso deserto construído empoeirado e quente.

Daqui a pouco começam a indicar o plantio de cactos e plantas suculentas de deserto - que gastam pouca água, mas também não retornam quase nada para a atmosfera e mais chuvas - é o caminho para deixarmos de ser uma cidade na Mata Atlântica para uma estepe desértica.

Pouco se falou ultimamente na mídia, mas a vegetação tem um papel fundamental para a abundância de água na cidade. Através da fotossíntese, ocorre a liberação de vapor no ar, que o umidifica e favorece as precipitações. As árvores adultas, com suas profundas raízes, tiram milhares de litros de lugares inacessíveis do solo e a jogam na atmosfera.

E sem esquecer do mais importante na urbes: a chuva que cai não escorre e desaparece rapidamente no bueiro, ela se retem nas folhas e galhos, e  se houver espaço permeável, segue para alimentar o lençol freático, que abastece os rios e represas.

Estratégias de irrigação e reaproveitamento não faltam para regarmos as nossas "fábricas de água urbanas". Desde a água da lavagem de alimentos até cobertura morta no solo podem ser usados. Água para áreas verdes urbanas, se usada com inteligência, não é desperdício, é investimento”.

Lendo esta matéria podemos perceber que realmente está acontecendo uma inversão total de valores e que pouco se fala sobre isso na mídia. Quase não há conscientização a este respeito. Ao invés de se pensar em soluções a médico e longo prazo, entre elas o plantio de “fábricas de água”, como Cadim citou, as pessoas pretendem resolver a situação com medidas “ignorantes” como esta.

Pesquisando mais sobre o assunto, encontramos outra matéria bastante relevante no site Biologia Total, que vocês podem acessar através deste link:  http://www.biologiatotal.com.br/blog/cantareira+a+beira+do+colapso-304

Em resumo, os biólogos relacionam a falta de água com a falta de vegetação na região dos reservatórios e dos rios paulistas, mostrando estudos a respeito. E, ao contrário do que muita gente pensa ser uma contribuição para a economia de água, eles incentivam o plantio de vegetação. Porque só assim haverá salvação. Caso contrário, logo a maior cidade do Brasil estará inabitável!


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