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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

As piores empresas do ano



Já virou hábito. A cada ano, quando as principais lideranças empresariais e políticas do mundo se reúnem no Fórum Econômico Mundial, o Greenpeace rouba as atenções para fazer um anúncio. É o Public Eye Award, que premia as piores empresas do ano, segundo critérios ambientais. Dessa vez, quem ganhou o troféu-vergonha foram a petrolífera russa Gazprom – por votação popular – e a gigante têxtil Gap, escolhida pelo júri.
Não foi à toa. A indicação da Gap pelo Fórum Internacional de Direitos Trabalhistas deveu-se principalmente ao fato de que, mesmo após o pior acidente industrial de Bangladesh – a queda do Rana Plaza Factory, que deixou 1100 mortos e muitos feridos – a empresa se recusou a assinar um acordo pela segurança de edificações e incêndios no país. Em vez disso, continua minando as opções de compromisso com seus fornecedores para melhorar as condições de trabalho de milhares de pessoas.
Já a Gazprom teve seu nome estampado na imprensa mundial no fim do ano passado, após um protesto pacífico que o Greenpeace fez em uma de suas plataformas. Os 30 ativistas foram presos por denunciar os planos da empresa de iniciar a exploração de petróleo no Ártico.

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