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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mais uma poda drástica em Curitiba


Uma Seringueira em frente ao prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná teve a sua poda realizada de forma drástica e lamentável.

Segundo a Pró-Reitoria de Administração, o procedimento foi autorizado pela Secretaria do Meio Ambiente que, inclusive, realizou a poda.

O motivo alegado foi a queda de galhos sobre pedestres e veículos que frequentam o local.

O que nos entristece é que, segundo a própria Secretaria do Meio Ambiente, a poda drástica (o corte de mais de 50% do total da massa verde da copa) é considerada criminosa, pois compromete a saúde e a sobrevivência da árvore após o ato.

Nesse sentido, afirmamos que a poda drástica deva ser evitada ao máximo, sendo realizada somente após a comprovação de tal necessidade. Infelizmente, não é isso que acontece em Curitiba, conforme diversos relatos que já apresentamos aqui no blog.

Já solicitamos à Prefeitura uma explicação dos motivos que levaram à retirada total da copa da Seringueira (protocolo n° 000205971i). Pois, para nós, a queda de alguns galhos não justifica a extração de todos os outros.

Vamos aguardar o retorno da Prefeitura e continuar acompanhando o caso.


Antes da poda

Imagem em agosto de 2011 (Google Street)




Depois da poda

Imagem em novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Usina hidrelétrica de Belo Monte: se não nos mobilizarmos, os danos serão irreversíveis!


Olá pessoal,

Vocês já devem ter ouvido falar sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Mas talvez ainda não tenham conhecimento de que construção desta usina trará impactos irreversíveis ao meio ambiente e às comunidades indígenas e ribeirinhas.

Pois é, esta hidrelétrica, que será a 3ª maior do mundo e custará 30 bilhões, sendo 80% deste valor retirado dos impostos que pagamos (isto mesmo, 80% do valor), só vai operar em plena capacidade durante quatro meses do ano, no resto sua capacidade diminuirá para 1/3 do total, ou seja, durante o verão, em que a região seca, a usina será subutilizada.

Apesar disso, o governo quer prosseguir com a sua instalação, mesmo esta afetando o Parque Nacional do Xingu, onde vivem aproximadamente 5.500 índios, além da região abrigar cerca de 30 mil famílias que serão despejadas. Sem falar nos impactos ao meio ambiente, já que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime do escoamento do rio, afetando a fauna e a flora locais. A região, que será permanentemente alagada, deverá causar grande impacto na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. 

Como estas árvores são a base da dieta de muitos peixes, que fazem a sua desova na época das cheias, haverá grande redução nestas espécies, impactando também na pesca, atividade de subsistência dos povos indígenas e ribeirinhos.

O que vocês acham? Vale a pena construir uma hidrelétrica como esta, taxada de “energia limpa”, com todos estes prejuízos?

Abaixo segue link de um vídeo que explica bem a situação e, caso vocês se definam contra a construção, podem participar de um abaixo assinado no site http://movimentogotadagua.com.br/projeto:


Vamos nos posicionar! Em nossa opinião, este projeto é realmente a gota d´água!



Até logo.