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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Espanta-me a precisão da Prefeitura na derrubada da floresta urbana de Curitiba!


Em mais uma demonstração da ‘máquina’ funcionando, vemos uma das ruas mais arborizadas de Curitiba ser dilacerada!







Se apoiando em frágeis faces da lei e com o apoio de alguns cidadãos que acham que só as árvores plantadas longe de suas casas são bonitas e úteis, a prefeitura utiliza sua cota de 20% de renovação para acabar com as árvores.

Antecipo-me sobre as desculpas regulares deste órgão de que as árvores estão atrapalhando a visibilidade, que elas estão destruindo as calçadas, que vão danificar a rede de esgoto e matar pessoas. Ou seja, são verdadeiras vilãs da sociedade! Acho que na visão deles (prefeitura e cidadãos) o local ideal para viver é no Saara, pelo menos lá estes monstros vegetais não os encontrarão!

Caros leitores, convenhamos, árvores devem ser cuidadas, não cortadas. Reforço novamente que a poda das árvores é altamente prejudicial a elas, pois corta seu ciclo de produção de energia, pois interrompe ou diminui sua fotossíntese.

Seria mais ou menos como você ficar sem comer por um tempo e precisar realizar esforço extra para conseguir mais comida. Fácil perceber que isso pode lhe levar a morte ou encurtar seu ciclo de vida. No caso das árvores, após severas podas, elas desesperadamente produzem mais galhos para que tenham folhas e restaurem o ciclo de fotossíntese. Este exagero de ramificações pode ser visto nas árvores que estão sendo novamente ‘podadas’.

Também observem que pelos troncos agora caídos, como eles não apresentam a recorrente alegação dos nefastos laudos da prefeitura: “problemas fitossanitários”. Um jeito bem genérico de se livrar do problema.



 




As fotos abaixo mostram um “antes e depois” do serviço prestado. Para nós coloca a necessidade dos serviços em dúvida.



 
Imagem Google Street 2011


 









                     Execução dos serviços de poda.

Desmintam-me os técnicos que nos acompanham, mas depois de passado o inverno e as árvores em sua maioria já floridas, não é o período ideal para tal prática. Vejamos parte do manual da Prefeitura de São Paulo, referindo-se a diversas espécies:


“... a melhor época para a poda é compreendida entre o final do florescimento e o início do período vegetativo...”

“... a melhor época para a poda é compreendida entre o início do período vegetativo e o início do florescimento...”

“... a melhor época para a poda é compreendida entre o final do florescimento e o início da frutificação...”

Ressaltamos que não somos contra as podas, mas achamos que as árvores que estão sendo mortas e arrancadas não o deveriam ser e as podas drásticas realizadas têm o claro objetivo de minar a resistência delas:




 
Imagem Google street 2011 – antes da poda
Momento da poda



               Imagem Google street 2011 – antes da poda



 
                                  Momento da poda


Qual a destinação de todo este ‘material’ verde? Parte é enviada para se tornar adubo e o resto?
     




Triste a situação de nossa cidade, Curitiba, que em outros tempos era conhecida como “capital ecológica”. Agora ela está se transformando em uma cidade em que o meio ambiente não é mais levado em conta, o que importa é cortar o mal (sim, porque na visão da prefeitura e de alguns cidadãos é isso que parece) literalmente pela raiz.
Até a próxima. 





 

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