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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Envenenamento de animais: até onde vai a crueldade do ser humano?


Olá pessoal,
Recentemente recebemos um relato, que desta vez não se trata de crueldade com a floresta urbana, mas sim com um ser vivo tão indefeso quanto, um animal, mais precisamente uma gata.
 
Há três anos uma moradora do bairro Jardim Social, chamada Paula, tinha adotado uma gatinha chamada Mimi. A gata era tratada com todo o carinho, como se fosse um membro da família. Como a maioria dos gatos que moram em casas, ela saía para dar os seus passeios noturnos, mas pela manhã voltava para casa.
Certo dia, a gata voltou para casa com um comportamento bem diferente do habitual, não queria comer e não entrava em casa de forma alguma. Procurou um canto no jardim e lá ficou. Como ela havia ficado doente há poucos dias, a dona ligou para a veterinária, que receitou um remédio e pediu que ficasse em observação.
A dona da gata a medicou, levou a cama dela para o jardim, de onde ela não saía, e foi dormir, como de costume. No meio da madrugada, Paula escutou um miado alto que, conforme ela, foi diferente de todos que já tinha ouvido. Ela foi ver o que tinha acontecido e encontrou a Mimi morta, espumando pela boca. Pelas características, a veterinária confirmou que foi envenenamento.
Isso mesmo, envenenamento! Ou seja, alguém matou o animalzinho de propósito, pois devia estar “incomodando” de alguma forma. Como assim, só porque um animal mia ou faz barulho no telhado (porque acreditamos que um gato não vá incomodar mais do que isso) ele deve ser morto de maneira criminosa? Até onde vai a crueldade do ser humano? Não entendemos como uma pessoa é capaz de prosseguir com sua vida após ter cometido um assassinato frio como este.

Esta é a Mimi, em casa e saudável - como ainda deveria estar

A dona da gata, que está extremamente triste e indignada, desconfia de três vizinhos, sendo que um deles chegou a confessar certa vez que envenena gatos sem pena, sem saber que Paula era dona de duas. Mas, infelizmente, ela não tem provas para denunciar ou abrir um processo.
A situação é a mesma das árvores. Alguns cidadãos (se é que podem ser chamados assim) simplesmente matam porque o ser vivo está atrapalhando suas vidas. No caso de uma árvore, pode ser simplesmente porque folhas caem na calçada, por exemplo....no que nossa raça está se transformando?

Como denunciar
De acordo com a ONG do Cão (ongdocao.org.br):

“Toda pessoa que tenha conhecimento de atentados contra a natureza ou animais deve denunciar, comparecendo a delegacia mais próxima para lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de boletim de ocorrência, citando o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605 de 1998). Uma boa ideia é imprimir a lei e levar junto, para o caso de haver recusa do delegado em receber a denúncia.
 
Outra saída é entrar com uma representação no Ministério Público Federal da sua cidade. Em ambos os casos não há a necessidade de possuir advogado.
 
De forma mais efetiva tem atuado a Delegacia de Meio Ambiente de Curitiba, com telefone:  (41) 3356-7047, endereço: Rua Erasto Gaetner, 1261 – Bacacheri, em frente à Base Aérea de Curitiba.
 
Em São José dos Pinhais há a Delegacia de maus-tratos aos animais, que atende pelo telefone 3356-7047. Também é possível denunciar por meio da Força Verde, pelo telefone 0800-6430304”.
 
A ONG do Cão ressalta que é muito importante ter uma postura firme frente a delegados, por exemplo. Muitos não conhecem a lei e acham que não é da responsabilidade deles este tipo de situação. Mas é. E, sendo assim, firmeza e determinação são essenciais na hora de denunciar.
 
Mais uma vez nos despedimos tristes com esta situação de crueldade. Mas acreditamos que, assim como nós, existem muitas pessoas dispostas a fazer o bem. Portanto, denunciem!

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