Image Map

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mais um pouco da nossa floresta urbana vai embora...grande área verde derrubada em terreno no Boa Vista


Olá pessoal,

Hoje temos mais uma denúncia de corte indiscriminado de árvores em Curitiba. Nós do Vândalo Verde descobrimos um terreno, no Bairro Boa Vista, que há pouco tempo era cheio de árvores, de diversas espécies, e que foi completamente devastado de uma hora para outra.

Pela foto da rua e pela vista aérea podemos ver como era o terreno antes:



E, agora, as poucas árvores que restaram ainda sofreram poda drástica, o que podem causar a morte delas (será que a intenção não seria esta?).





De acordo com a legislação ambiental da Prefeitura Municipal de Curitiba, lei 8353/93, para cortar ou derrubar árvores em propriedade particular é necessário:

Art. 4º - Em caso de necessidade de corte ou derrubada de árvores deverá o munícipe interessado, subordinar-se às exigências e providências que se seguem:
I - obtenção de autorização especial, em se tratando de árvores com diâmetro de tronco, caule ou estipe igual ou superior a 0,15m (quinze centímetros) à altura de 1,3Om (um metro e trinta centímetros) a partir da base da árvore, qualquer que seja a finalidade do procedimento;
II - quando o diâmetro for inferior a 0,15m (quinze centímetros), será dispensada a exigência da autorização especial, contanto que se proceda a prévia vistoria "in loco", a cargo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, qualquer que seja a finalidade do procedimento.
Parágrafo Único - Somente após a realização da vistoria e expedição da autorização, se for o caso, poderá ser efetuada a derrubada ou o corte, ficando o Município responsável pelos danos materiais causados por árvores cuja poda ou derrubada tenha sido negada.
Art. 5º - O requerimento de autorização de corte de árvores deverá ser efetuado junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em formulário próprio, mediante solicitação do proprietário do imóvel ou seu representante legal, devidamente comprovado por título de propriedade do imóvel, talão do IPTU, cópias de documentos pessoais ou procuração do (s) titular (es), quando for o caso, e croquis indicando as árvores que se pretende abater.
Art. 6º - No caso de construção civil, deverá o solicitante apresentar consulta amarela do imóvel, estudo ou projeto definitivo de ocupação do terreno e planta planialtimétrica com a locação das árvores de diâmetro igual ou superior a 0,15m (quinze centímetros) a altura de 1,30m (um metro e trinta centímetros) a partir da base da árvore, para serem analisados e vistados. Parágrafo Único - Após a expedição do alvará de construção, o requerente deverá retornar à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, para obter a autorização para o corte das árvores especificadas no processo liberatório do alvará.
Art. 7º - Na hipótese do processo liberatório de alvará não tramitar junto a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, por conter declaração inverídica relativa à inexistência de árvores no imóvel, o responsável técnico ou quem a emitiu, sofrerá as penalidades previstas nesta lei.
Art. 8º - Seja qual for a justificativa, deverá a árvore a ser abatida ser substituída pelo plantio, no mesmo imóvel, ou a doação ao Município, de duas outras, de espécies recomendadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Parágrafo Único - No caso do abate de Araucária angustifolia, (Bert O. Kuntze), deverá ser feito o replantio no mesmo imóvel ou a doação de quatro mudas de espécies recomendadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente”.

A pergunta é: será que o proprietário deste terreno informou a Prefeitura e cumpriu os dispositivos legais? Será que ele estava autorizado a derrubar tantas árvores e está plantando outras para substituição? Para descobrir, iremos realizar uma denúncia no 156, canal de denúncias da Prefeitura, e informaremos aqui a resposta do órgão.
De qualquer forma, uma devastação de árvores como esta é de entristecer qualquer um, ver a vida que tinha ali transformada em barro não é fácil. Mas, vamos em frente, sempre tentando impedir que situações como esta ocorram...e, para isso, também contamos com a ajuda de todos vocês! Denunciem aqui no blog!
Até logo. 


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Envenenamento de animais: até onde vai a crueldade do ser humano?


Olá pessoal,
Recentemente recebemos um relato, que desta vez não se trata de crueldade com a floresta urbana, mas sim com um ser vivo tão indefeso quanto, um animal, mais precisamente uma gata.
 
Há três anos uma moradora do bairro Jardim Social, chamada Paula, tinha adotado uma gatinha chamada Mimi. A gata era tratada com todo o carinho, como se fosse um membro da família. Como a maioria dos gatos que moram em casas, ela saía para dar os seus passeios noturnos, mas pela manhã voltava para casa.
Certo dia, a gata voltou para casa com um comportamento bem diferente do habitual, não queria comer e não entrava em casa de forma alguma. Procurou um canto no jardim e lá ficou. Como ela havia ficado doente há poucos dias, a dona ligou para a veterinária, que receitou um remédio e pediu que ficasse em observação.
A dona da gata a medicou, levou a cama dela para o jardim, de onde ela não saía, e foi dormir, como de costume. No meio da madrugada, Paula escutou um miado alto que, conforme ela, foi diferente de todos que já tinha ouvido. Ela foi ver o que tinha acontecido e encontrou a Mimi morta, espumando pela boca. Pelas características, a veterinária confirmou que foi envenenamento.
Isso mesmo, envenenamento! Ou seja, alguém matou o animalzinho de propósito, pois devia estar “incomodando” de alguma forma. Como assim, só porque um animal mia ou faz barulho no telhado (porque acreditamos que um gato não vá incomodar mais do que isso) ele deve ser morto de maneira criminosa? Até onde vai a crueldade do ser humano? Não entendemos como uma pessoa é capaz de prosseguir com sua vida após ter cometido um assassinato frio como este.

Esta é a Mimi, em casa e saudável - como ainda deveria estar

A dona da gata, que está extremamente triste e indignada, desconfia de três vizinhos, sendo que um deles chegou a confessar certa vez que envenena gatos sem pena, sem saber que Paula era dona de duas. Mas, infelizmente, ela não tem provas para denunciar ou abrir um processo.
A situação é a mesma das árvores. Alguns cidadãos (se é que podem ser chamados assim) simplesmente matam porque o ser vivo está atrapalhando suas vidas. No caso de uma árvore, pode ser simplesmente porque folhas caem na calçada, por exemplo....no que nossa raça está se transformando?

Como denunciar
De acordo com a ONG do Cão (ongdocao.org.br):

“Toda pessoa que tenha conhecimento de atentados contra a natureza ou animais deve denunciar, comparecendo a delegacia mais próxima para lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de boletim de ocorrência, citando o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605 de 1998). Uma boa ideia é imprimir a lei e levar junto, para o caso de haver recusa do delegado em receber a denúncia.
 
Outra saída é entrar com uma representação no Ministério Público Federal da sua cidade. Em ambos os casos não há a necessidade de possuir advogado.
 
De forma mais efetiva tem atuado a Delegacia de Meio Ambiente de Curitiba, com telefone:  (41) 3356-7047, endereço: Rua Erasto Gaetner, 1261 – Bacacheri, em frente à Base Aérea de Curitiba.
 
Em São José dos Pinhais há a Delegacia de maus-tratos aos animais, que atende pelo telefone 3356-7047. Também é possível denunciar por meio da Força Verde, pelo telefone 0800-6430304”.
 
A ONG do Cão ressalta que é muito importante ter uma postura firme frente a delegados, por exemplo. Muitos não conhecem a lei e acham que não é da responsabilidade deles este tipo de situação. Mas é. E, sendo assim, firmeza e determinação são essenciais na hora de denunciar.
 
Mais uma vez nos despedimos tristes com esta situação de crueldade. Mas acreditamos que, assim como nós, existem muitas pessoas dispostas a fazer o bem. Portanto, denunciem!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Espanta-me a precisão da Prefeitura na derrubada da floresta urbana de Curitiba!


Em mais uma demonstração da ‘máquina’ funcionando, vemos uma das ruas mais arborizadas de Curitiba ser dilacerada!







Se apoiando em frágeis faces da lei e com o apoio de alguns cidadãos que acham que só as árvores plantadas longe de suas casas são bonitas e úteis, a prefeitura utiliza sua cota de 20% de renovação para acabar com as árvores.

Antecipo-me sobre as desculpas regulares deste órgão de que as árvores estão atrapalhando a visibilidade, que elas estão destruindo as calçadas, que vão danificar a rede de esgoto e matar pessoas. Ou seja, são verdadeiras vilãs da sociedade! Acho que na visão deles (prefeitura e cidadãos) o local ideal para viver é no Saara, pelo menos lá estes monstros vegetais não os encontrarão!

Caros leitores, convenhamos, árvores devem ser cuidadas, não cortadas. Reforço novamente que a poda das árvores é altamente prejudicial a elas, pois corta seu ciclo de produção de energia, pois interrompe ou diminui sua fotossíntese.

Seria mais ou menos como você ficar sem comer por um tempo e precisar realizar esforço extra para conseguir mais comida. Fácil perceber que isso pode lhe levar a morte ou encurtar seu ciclo de vida. No caso das árvores, após severas podas, elas desesperadamente produzem mais galhos para que tenham folhas e restaurem o ciclo de fotossíntese. Este exagero de ramificações pode ser visto nas árvores que estão sendo novamente ‘podadas’.

Também observem que pelos troncos agora caídos, como eles não apresentam a recorrente alegação dos nefastos laudos da prefeitura: “problemas fitossanitários”. Um jeito bem genérico de se livrar do problema.



 




As fotos abaixo mostram um “antes e depois” do serviço prestado. Para nós coloca a necessidade dos serviços em dúvida.



 
Imagem Google Street 2011


 









                     Execução dos serviços de poda.

Desmintam-me os técnicos que nos acompanham, mas depois de passado o inverno e as árvores em sua maioria já floridas, não é o período ideal para tal prática. Vejamos parte do manual da Prefeitura de São Paulo, referindo-se a diversas espécies:


“... a melhor época para a poda é compreendida entre o final do florescimento e o início do período vegetativo...”

“... a melhor época para a poda é compreendida entre o início do período vegetativo e o início do florescimento...”

“... a melhor época para a poda é compreendida entre o final do florescimento e o início da frutificação...”

Ressaltamos que não somos contra as podas, mas achamos que as árvores que estão sendo mortas e arrancadas não o deveriam ser e as podas drásticas realizadas têm o claro objetivo de minar a resistência delas:




 
Imagem Google street 2011 – antes da poda
Momento da poda



               Imagem Google street 2011 – antes da poda



 
                                  Momento da poda


Qual a destinação de todo este ‘material’ verde? Parte é enviada para se tornar adubo e o resto?
     




Triste a situação de nossa cidade, Curitiba, que em outros tempos era conhecida como “capital ecológica”. Agora ela está se transformando em uma cidade em que o meio ambiente não é mais levado em conta, o que importa é cortar o mal (sim, porque na visão da prefeitura e de alguns cidadãos é isso que parece) literalmente pela raiz.
Até a próxima. 





 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Descobrimos porque a Prefeitura de Curitiba não cuida da sua floresta urbana. Porque o cidadão está pronto para destruir árvores!


Descobrimos porque a Prefeitura de Curitiba não cuida da sua floresta urbana. Porque o cidadão está pronto para destruir árvores!

Olá pessoal,

O relato de hoje é do próprio Vândalo Verde e fala a respeito de uma pequena árvore que foi abandonada na rua, pelo jeito sem causar nenhuma sensibilização em quem cometeu o ato. Confiram a história e seu desfecho, que neste caso foi feliz. Mas, a conclusão a que chegamos mais uma vez, não nos trouxe alegria alguma:

“Há mais ou menos duas semanas encontrei uma pequena árvore, talvez com 2 metros e tronco não mais grosso que um punho. Ela estava em uma situação no mínimo estranha... apoiada no muro da casa e com as raízes aparentes. Como está com boa aparência e folhagem aparentemente saudável, concluí que ela devia fazer parte da casa e que a estavam transplantando ou algo assim.

Minha surpresa: quando passo novamente no mesmo local, alguns dias depois,  encontro novamente esta pequenina árvore, agora caída e com alguns galhos quebrados. Não tive dúvida, parei, fui até lá, tentei falar com alguém que soubesse me falar algo sobre o que estava acontecendo, mas na casa onde ela estava não havia ninguém. Hesitei... não havia ninguém na rua e fiquei sem ação para procurar os vizinhos e perguntar. Por fim deixei a árvore como estava... caída. Pois achei mais prudente ela caída no jardim, do que novamente de pé e o marginal que a derrubou e quebrou visse ela de pé novamente e voltasse para terminar a barbárie.  Isso foi numa sexta-feira. Não consegui esquecer a cena, o sentimento que a envolvia também não saíam da minha mente.

Resolvido. Era sábado último, muito sol. Pensei: “Um ótimo dia para resgatar uma árvore!” Agora, com mais sorte, passei novamente onde ela estava e observei um vizinho que lavava seu carro aproveitando o descanso do sábado. Me aproximei, apresentando-me, e cautelosamente pergunto sobre aquela árvore agora caída. Ele informa que moradores “lá de cima” trouxeram a árvore já fora do vaso e a abandonaram ali, pois naquela casa não mora ninguém. Ele relata que até pensou em resgatá-la, mas não tinha lugar para plantar em sua casa. E isso eu constatei ser verdade, ele tem um terreno bem arborizado. Informei que minha intenção era resgatar a árvore, para plantar em frente de casa ou algo assim. Recebi apoio imediato e o relato em tom amigável da indignação de como ditas pessoas podem tratar uma arvorezinha assim.

Senhor! Que peso. Para mim, um sedentário de carteirinha, levantar aquela pequena foi um esforço sem igual. Com ela quase toda dentro do carro e com seus galhos atrapalhando muito pouco a visão para frente, segui até em casa. Descarreguei-a e comecei a pensar mais seriamente qual seria o melhor futuro para ela. Não como técnico, mas como observador do nosso cotidiano, vislumbrei-a plantada em frente da minha casa, mas comigo não morando mais ali. Facilmente seria cortada pelos motivos mais banais que tanto relatamos aqui no blog. Plano B e, neste caso definitivo, a levamos para uma chácara da família na região metropolitana e agora ela vai poder seguir seu curso, sua vida!

A árvore pronta para ser plantada

A pequena árvore depois do replantio


O principal do fato acima narrado não é o abandono, o linchamento que a árvore sofreu. É o descaso das pessoas por ela. O vizinho que quase a adotou disse que ela estava a mais de 30 dias naquela situação! Assim, fica evidente porque a Prefeitura não se importa com as árvores, pois a grande massa também não se preocupa. Por isso é que ouvimos da estrutura governamental afirmações como: “eu queria poder cortar todas as árvores da Rua México, e assim iriam parar de me perturbar por causa das calçadas, mas só posso cortar 20%, por causa da lei. Mas isso estamos fazendo!”.