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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SOS: as árvores do Boa Vista pedem socorro!


Olá pessoal,

Hoje estamos aqui para fazer mais uma denúncia, ou aliás, várias delas, sobre podas ilegais de árvores. O bairro Boa Vista, de Curitiba, está tendo suas árvores destruídas com as podas drásticas que estão ocorrendo.

Conforme informamos em post anterior (http://vandaloverde.blogspot.com.br/2012/07/denuncia-do-vandalo-verde.html), a poda drástica é proibida pela Legislação Ambiental de Curitiba, pois pode até mesmo matar as árvores pela invasão de doenças e cupins, além delas ficarem desequilibradas e correrem o risco de caírem.

Somente no mês de agosto, em que fizemos os três vídeos e as fotos que vocês vão ver a seguir, pudemos observar cerca de 10 árvores que sofreram com este problema, inclusive algumas delas com 100% de suas copas cortadas:








Uma das diversas árvores que sofreram poda drástica 

Algumas árvores do Boa Vista antes do corte





Gostaríamos de solicitar que a Prefeitura de Curitiba e os órgãos responsáveis tomem providências a respeito, já que a própria legislação do município não permite este tipo de situação.

Mais uma vez nos despedimos tristes por tantas irregularidades e esperamos realmente (ainda não perdemos a esperança!) termos respostas da Prefeitura. Com certeza, se as tivermos, contaremos aqui.

E para vocês, leitores, pedimos que denunciem, relatem para o Vândalo Verde o que está acontecendo em suas regiões para que possamos ajudar a combater esta crueldade.

Até breve. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Relato de uma paulista que mora no Ceará – o corte do Cajueiro


Olá pessoal,

Hoje estamos aqui para contar a história do corte de um frondoso Cajueiro, relatada por uma paulista que vive em São Gonçalo do Amarante – Ceará, chamada Victoria.

Antes de chegarmos à história em si, gostaria de falar um pouco sobre a situação geral da cidade, contada pela moradora. Para começar, Victoria está morando em São Gonçalo do Amarante há 03 anos. A escolha de se mudar de São Paulo para lá se deu porque os filhos se mudaram para Fortaleza e ela não queria ficar longe deles. Segundo Victoria, “nossa casa em São Paulo foi vendida com a condição de que preservassem as árvores com mais de 50 anos, que preservaram, e comprei um terreno aqui no Ceará, onde plantei inúmeras árvores. Escolhi morar neste local onde estou porque pensei que era sossegado. Saí do ABC Paulista. E acabei caindo na armadilha no “ABC Cearense”, pois agora aqui tem o Porto do Pecém e o governo juntamente com alguns coreanos inventaram de fazer uma siderúrgica e até uma termoelétrica poluidora tem aqui perto, está tudo sendo destruído num piscar de olhos”, conta.

A opinião de Victoria é que no lugar onde reside “a maioria das pessoas não têm respeito com os animais, nem com a natureza. A moradora diz que não sai muito de casa, mas rotineiramente ouve o barulho de motosserras cortando árvores, não há respeito pelas leis ambientais e nem pelas outras”. Complicado morar em um lugar assim, não? Ainda mais quando se pensa que está indo para um lugar tranquilo.

O Cajueiro

Há alguns dias, Victoria acordava ouvindo um barulho forte, que parecia o de pessoas quebrando pedras. Segundo ela, jamais iria imaginar que já estivessem derrubando o Cajueiro (para conhecê-lo, postamos uma foto da árvore enquanto estava viva e depois, só do terreno). Quando ela saiu para regar as plantas da rua, ficou desesperada porque tinham derrubado a árvore. E os pedaços estavam amontoados no terreno ao lado do seu. Não sabendo o que fazer, procurou a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante pelo telefone 9920-0605, mas o que pareceu a ela era que o atendente ficou surpreso, como se achasse um absurdo o que ela estava fazendo. Victoria contou toda a história sobre o corte do Cajueiro, mas o que ouviu foi que “até passarem o recado e arrumarem um carro para ir até o local, os restos mortais da árvore já estariam longe”.

O frondoso Cajueiro antes do corte

E depois...somente o terreno 


Mais uma vez, nos deparamos com o descaso dos órgãos públicos com os cidadãos. Afinal de contas, porque pagamos impostos e cumprimos os nossos deveres? Acredito que neste caso também deveriam valer os nossos direitos. Este é mais um caso de uma cidadã que ama o meio ambiente e que se sentiu totalmente desamparada quando precisou de ajuda da Prefeitura. Esta denúncia foi apresentada a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, para que ela possa se retratar e caso possível ainda agir, mesmo que tardiamente.

Queremos agradecer a sua participação no blog, Victoria. E conte com a gente. No mais, nos despedimos mais uma vez tristes com esta situação, que pelo jeito acontece em todos os cantos do Brasil.



Até mais!