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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Prefeitura contrata robôs para corte de árvores


Olá pessoal,

O título do post de hoje se refere a uma denúncia, realizada por uma moradora do bairro Guabirotuba, de Curitiba, chamada Ceveli. A moradora entrou em contato conosco e disse que funcionários da Prefeitura estiveram em frente a sua casa, cortaram grande parte de duas árvores e, mesmo ela pedindo que parassem, eles sequer interromperam o trabalho para conversar ou dar satisfações a cidadã. Por isso a sensação que Ceveli teve e nos contou, foi a de que ali não estavam seres humanos, mas sim um exército de robôs sem sentimentos.

Vamos aos fatos:

As árvores que sofreram maus tratos foram plantadas pelo falecido pai de Ceveli e têm mais de 35 anos. Segundo ela, seu pai era um defensor da natureza e um cidadão de bem, tanto que foi homenageado com uma rua em seu nome, que se chama Severino Fasolin.

A moradora sempre teve todo o cuidado com as árvores, inclusive nos contou que nos períodos de tempo seco em Curitiba ela própria ia regá-las para que continuassem saudáveis.

Ceveli contou que há mais ou menos dois meses funcionários de uma empresa particular apareceram para cortar as árvores, alegando que elas estavam atrapalhando a visibilidade de uma placa de imobiliária que fica no terreno de seu vizinho. Como a moradora pediu para ver se tinham autorização (e não tinham), eles foram embora, mas voltaram cerca de quatro vezes mais, todas sem sucesso.

Ela ficou preocupada com tanta insistência da empresa e resolveu fazer denúncias na Prefeitura de Curitiba e na Secretaria de Meio Ambiente, que geraram os protocolos 42943706 e S.I.S 124140, respectivamente. A partir desta denúncia, apareceu um funcionário da Secretaria do Meio Ambiente e disse que havia um pedido de corte para as árvores, pois elas estariam atrapalhando a entrada e saída de carros da casa vizinha (justamente onde está localizada a placa da imobiliária!). Mas, verificando que o pedido não tinha fundamento (e realmente não tem, verificamos que as árvores em nada atrapalham a entrada e saída de veículos), o funcionário disse que era para Ceveli não se preocupar, que nada iria acontecer com as árvores. E mais, ele disse que caso acontecesse alguma coisa, era para a moradora entrar em contato, pois o atendimento seria 24 horas.

Gostaria de fazer um “parêntese” aqui antes de continuar a história: quer dizer que se Ceveli não tivesse feito a denúncia, o pessoal da Prefeitura ou do Meio Ambiente iria cortar duas árvores a partir de um pedido de corte sem ao menos verificar a veracidade dos fatos? É assim que funciona?

Voltando: com esta promessa a moradora ficou mais tranquila, mas no dia seguinte, chegaram dois caminhões da Prefeitura, com cerca de 10 funcionários, que saíram cortando e triturando grande parte dos galhos das árvores, mesmo com a moradora muito nervosa, pedindo que parassem. Segundo ela, “os funcionários mais se pareciam com um exército de robôs, não pareciam seres humanos. Eles cortaram quase todos os galhos para dar visibilidade a uma placa comercial. Eu pedia para eles pararem e eles não me disseram uma palavra, só faltavam me empurrar”, conta. De acordo com Ceveli, ela tentou ligar inúmeras vezes durante toda a tarde para a Secretaria do Meio Ambiente, conforme tinha sido orientada, mas ninguém atendeu.




Fato é que agora as duas árvores estão com praticamente todos os galhos cortados e a moradora acha que aquelas lindas floradas, que aconteciam em toda a primavera, não vão mais acontecer. As árvores plantadas pelo seu falecido pai, que tanto significam para ela, agora estão lá, mal tratadas em prol de uma placa de imobiliária. Parabéns para o capitalismo que ganhou mais um round da natureza e para o egocentrismo humano que acredita que deve salvar o seu interesse individual ao invés de pensar no coletivo.

A conclusão que nós chegamos: a imobiliária deve ter tentado pelos seus próprios métodos cortar as árvores, mas como não conseguiu, fez o pedido de corte na Prefeitura. Ou este pedido pode ser sido feito pelos vizinhos, que recebem aluguel pela placa localizada em seu terreno (Ceveli acredita nesta opção).

Repetimos aqui uma afirmação de outros ‘posts’, essas pessoas e empresas conhecem a ‘fórmula’ para derrubar árvores ou para pedir que a PMC derrube para elas.

De qualquer forma, o pedido foi feito a partir de uma alegação mentirosa, de que as árvores estariam atrapalhando a entrada e saída de carros. Até onde chega a maldade do ser humano? E tudo em prol de um pouco de dinheiro? O medo de Ceveli é de que cortem as árvores definitivamente, já que, de acordo com o funcionário do Meio Ambiente, já haveria um pedido de corte.

O Ipê

Até o momento contamos a história das duas árvores que ficam em frente da casa de Ceveli, mas como vocês vão ver nas imagens, não foram somente elas que sofreram. Um Ipê, que fica no terreno do vizinho, sofreu poda drástica (só sobrando o tronco) porque estava bem em frente a tal placa. E no dia que o funcionário do Meio Ambiente foi lá e a moradora mostrou o Ipê, será que ele “fez vista grossa” em prol de um bom relacionamento com a imobiliária? (é nisto que a moradora acredita). Não conseguimos entender até agora o que aconteceu!


Isto é o que sobrou do Ipê!


Ceveli nos pediu que colocássemos aqui duas perguntas dela:
Para que serve a Secretaria do Meio Ambiente, senão para defender o meio ambiente? Como o governador Beto Richa, em quem ela sempre acreditou, permite esta destruição em Curitiba?

Pode deixar Ceveli, se eles nos responderem informaremos a senhora (até porque também gostaríamos de ter estas respostas). E, aos nossos leitores, gostaríamos de dizer que estaremos acompanhando o caso.
Até logo!



2 comentários :

  1. O mais incrível é que a árvore está dentro da casa........absurrrrrrrrrdo.......Nojo de ser brasileiro....

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  2. Olá Theo,
    Nós também ficamos indignados com a situação e entendemos que a única forma de combatermos isso é promovendo a cidadania. Por isso nosso site faz este trabalho de denúncia e apoio, pois ser cidadão não é só usufruir do estado e sim, muito mais, zelar, servir e exigir a ordem.

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