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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O que é progredir?

Os últimos dias foram marcados por tristes episódios contra a natureza e a memória de Curitiba. Em nome do Progresso, cerca de 60 árvores foram cortadas no bairro Jardim das Américas e um bosque de mata nativa no Bom Retiro está ameaçado. 
Segundo o dicionário Michaelis, a palavra Progresso pode ser definida como “transformação gradual que vai do bom para o melhor”. Será que realmente a Cidade está caminhando do bom para o melhor? Em poucas linhas, vamos tentar descobrir.
Com o argumento de alargar a Rua Marechal Cardoso Junior para melhorar o trânsito da região do Jardim das Américas, aproximadamente 60 árvores foram cortadas. Espécies saudáveis e plantadas há mais de duas e três décadas foram ao chão, sem chance de defesa.
O bairro Jardim das Américas já passou por uma grande obra, especificamente na rua Coronel Francisco H. dos Santos, que, agora, dá acesso ao viaduto estaiado. A antiga obra para a duplicação de pistas garantia a melhora do fluxo de veículos e foi concluída em 2008. Passados quatro anos, todo o investimento realizado não está sendo mais efetivo para o atual trânsito da região.
Isso nos leva a crer que as 60 árvores cortadas pagaram com as suas próprias vidas uma obra que, tão logo, será ineficaz e obsoleta. Ainda que ruas sejam alargadas, pontes sejam erguidas e pistas sejam multiplicadas, o trânsito será congestionado e caótico se o número de veículos continuar aumentando a cada ano.
A moradora do bairro Jardim das Américas, Ana Deliberador entrou em contato pelo blog Vândalo Verde para fazer esta denúncia. Ela contou que os moradores foram à prefeitura, fizeram abaixo assinado, mas nada mudou. Ela ainda apontou outro grave problema: qual o destino das toneladas de madeira gerada pelas árvores cortadas? Também não sabemos.
Ainda visando uma interpretação distorcida da palavra Progresso, o bosque de mata nativa do antigo endereço do Hospital Psiquiátrico Bom Retiro também está ameaçado. Agora, sob a responsabilidade de uma empresa particular, ele corre riscos em nome de um projeto que ainda não foi apresentado à comunidade.  
Os moradores do bairro Bom Retiro se mobilizaram e entraram em contato com o Vândalo Verde em outubro, quando a prefeitura chegou a embargar a obra para analisar o caso. Porém, no início de dezembro o Hospital veio abaixo, levando parte da história e da identidade da região.
Fica a pergunta: isto é progresso?
Infelizmente, quando todos se certificarem que não é, poderá ser tarde demais.
Vale a pena conferir: http://www.gazetadopovo.com.br/blog/irevirdebike/?id=1326783&tit=o-medico-e-o-monstro-que-nao-gostava-de-arvores


Cortes das árvores no bairro Jardim das Américas - Foto: Google (antes) e Ana Deliberador (depois)


Demolição do Hospital Bom Retiro - Foto: Gazeta do Povo

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Porque os gigantes caem

Os episódios de queda de árvores, como os que ocorreram no sábado (08/12/12), trazem sempre muitos transtornos e, também, desagradáveis prejuízos.

Com isso, a população se sente ameaçada e, inclusive, temendo novas situações de quedas, passa a desejar o corte e a retirada de todas as árvores que estejam próximas.

O que muitos não sabem é que uma árvore, embora seja forte e preparada para grandes adversidades, enfraquece com a ação predatória do homem. Como consequência disso, temos inúmeros casos de quedas em dia de chuva ou de ventos fortes.

Os motivos que causam a desestabilização de uma árvore ou a quebra do seu tronco estão diretamente ligados aos maus tratos sofridos ao longo dos anos.

O corte de parte da raiz da árvore para a construção e alinhamento de calçadas, por exemplo, é realizado com frequência em toda a cidade.  Porém, esse ato mal planejado, compromete toda a estrutura da base da árvore, afetando diretamente o seu equilíbrio e, no caso de uma chuva muito forte, ela poderá ceder e cair.

Outras práticas que têm forte impacto negativo na longevidade e saúde das árvores são as podas drásticas e os cortes indiscriminados de galhos vivos. Os ferimentos causados por estes atos não conseguem cicatrizar rapidamente e, por isso, formam uma grande porta de entrada para pragas e doenças. Comprometida pela contaminação, a árvore enfraquece. Como resultado, o tronco e os galhos podem se quebrar, derrubando todo o restante.

Quando a poda é feita de forma correta, ela auxilia na manutenção da saúde da árvore, pois ela irá se restituir e bloquear a entrada de pragas. Porém, quando os cortes são feitos de forma exagerada, frequente e errada, eliminando galhos vivos, os riscos de doença e de enfraquecimento são certos.

É como quando nós, seres humanos, cortamos o cabelo ou as unhas. Essa prática nos auxilia de forma saudável e necessária. Mas se cortarmos um dedo, um braço, certamente iremos comprometer nossa saúde de forma irreversível, além de abrir portas para contaminações.

Sabemos que algumas árvores, mesmo saudáveis, caem ou se quebram durante uma chuva forte. Isso se deve ao fato de que, muitas vezes, elas estão sozinhas, sem nenhuma outra árvore ou barreira ao seu lado para diminuir a ação direta do vento. A força delas muitas vezes está no coletivo e não em um único indivíduo.

Ainda que os episódios de queda tenham sido bastante graves em alguns casos, isso não é motivo para querer a retirada de toda e qualquer árvore que esteja próxima a uma residência. Assim como os postes, os muros, as placas de sinalização e os semáforos também apresentam quedas e a população não pensa em retirá-los por considerá-los necessários para a cidade, o mesmo pensamento deve-se ter com as árvores.

A população precisa fazer a sua parte na conservação e no cuidado das espécies e, dessa forma, reconhecer que as árvores não são as vilãs de tristes episódios como o de sábado (08/12/12). Elas são apenas vítimas que, depois de tanto sofrimento, faleceram.

Fontes:
Manual de Poda de Espécies Arbóreas Florestais - Prof. Dr. Rudi Arno Seitz
Verdes Urbanos e Rurais - Mozart Pereira Soares
Arborização urbana e conforto ambiental - Miguel Aloysio Sattler






sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Morte anunciada


Árvores que são podadas drasticamente podem morrer

Como já relatamos nos posts anteriores, as podas drásticas e os cortes injustificados de árvores os entristecem muito. O pior é que, infelizmente, encontramos esses lamentáveis casos por toda a cidade.


Dessa vez, identificamos duas árvores totalmente podadas na rua Alberico Flores Bueno, no bairro Atuba. Conforme imagem do Google Street, em junho de 2011 as árvores estavam com a copa que, embora sem folhas, aparentava estar saudável.

Já o atual cenário, registrado neste mês, mostra apenas os troncos. O restante foi retirado sem nenhum tipo de aviso público, sem nenhuma comprovação dos motivos.

Embora seja um processo bastante delicado e, em alguns casos, irreversível, torcemos pela recuperação e sobrevivência da árvore. Mesmo assim, não podemos deixar de registrar os riscos que uma poda drástica pode trazer.

Na rua Canadá, no bairro Boa Vista, está o resultado da falta de consciência de quem pratica e apoia os atos contra a arborização. Depois de podas seguidas, a árvore não resistiu e morreu. E embora estejamos indignados com isso, certamente alguém está comemorando.

Nossa dúvida é: será a falta de informação a causadora de podas drásticas? Ou será que o real motivo é a intenção de matar a árvore lentamente, sem gerar suspeitas?

Ainda não sabemos a resposta.

Nº do protocolo da solicitação de informação na Central 156 da Prefeitura de Curitiba - 000207506i

Árvores antes da poda

Árvores depois da poda

Árvore morta na Rua Canadá

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sem árvores e sem explicações

Infelizmente, mais uma vez, estamos tristes e revoltados com a quantidade de cortes de árvores em Curitiba. Dessa vez, encontramos um terreno no bairro Cabral que, conforme a foto abaixo, era bastante arborizado. Porém, nos últimos meses, as árvores começaram a “sumir” e as que ainda restam estão drasticamente podadas.

Outro fato que também despertou nossa desconfiança foi o “sumiço” de uma árvore na rua Carlota Straube, no bairro Boa Vista. Dela, restou apenas a raiz que, inexplicavelmente, foi arrancada e deixada exposta sobre a grama.

Além dos inúmeros cortes que percebemos pela Cidade, o que também nos intriga é que não sabemos se tais atos estão sendo feitos de acordo com a lei. Não há nenhum tipo de aviso ou informação que esclareça o que aconteceu nesses dois locais e que explique quais foram os motivos apresentados para o corte das árvores.

É possível que o cidadão cumpra seu dever e ajude o município na fiscalização de atos irregulares se as informações não são repassadas?

Como teremos um comprovante da autorização de tais cortes se todas as vezes em que abrimos um chamado no site da prefeitura não recebemos retorno a tempo de tomar atitude caso estejam agindo de forma irregular?

Lamentavelmente, padecemos não só pela crueldade no corte de árvores, mas, também, pela frequente e constante falta de informação.

Protocolos dos chamados realizados na Central 156 da Prefeitura de Curitiba.
000206734i - Terreno no bairro Cabral
000205998i - Árvore da Rua Carlota Straube


Terreno no bairro Cabral antes dos cortes - abril de 2011

Terreno do bairro Cabral antes dos cortes. Vista aérea

Terreno no bairro Cabral depois dos cortes - novembro de 2012

Vista aérea do terreno depois dos cortes - novembro de 2012

Árvore da Rua Carlota Straube - em junho de 2011

Árvore da Rua Carlota Straube - em novembro de 2012

A pergunta é: onde estão essas árvores?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mais uma poda drástica em Curitiba


Uma Seringueira em frente ao prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná teve a sua poda realizada de forma drástica e lamentável.

Segundo a Pró-Reitoria de Administração, o procedimento foi autorizado pela Secretaria do Meio Ambiente que, inclusive, realizou a poda.

O motivo alegado foi a queda de galhos sobre pedestres e veículos que frequentam o local.

O que nos entristece é que, segundo a própria Secretaria do Meio Ambiente, a poda drástica (o corte de mais de 50% do total da massa verde da copa) é considerada criminosa, pois compromete a saúde e a sobrevivência da árvore após o ato.

Nesse sentido, afirmamos que a poda drástica deva ser evitada ao máximo, sendo realizada somente após a comprovação de tal necessidade. Infelizmente, não é isso que acontece em Curitiba, conforme diversos relatos que já apresentamos aqui no blog.

Já solicitamos à Prefeitura uma explicação dos motivos que levaram à retirada total da copa da Seringueira (protocolo n° 000205971i). Pois, para nós, a queda de alguns galhos não justifica a extração de todos os outros.

Vamos aguardar o retorno da Prefeitura e continuar acompanhando o caso.


Antes da poda

Imagem em agosto de 2011 (Google Street)




Depois da poda

Imagem em novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Usina hidrelétrica de Belo Monte: se não nos mobilizarmos, os danos serão irreversíveis!


Olá pessoal,

Vocês já devem ter ouvido falar sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Mas talvez ainda não tenham conhecimento de que construção desta usina trará impactos irreversíveis ao meio ambiente e às comunidades indígenas e ribeirinhas.

Pois é, esta hidrelétrica, que será a 3ª maior do mundo e custará 30 bilhões, sendo 80% deste valor retirado dos impostos que pagamos (isto mesmo, 80% do valor), só vai operar em plena capacidade durante quatro meses do ano, no resto sua capacidade diminuirá para 1/3 do total, ou seja, durante o verão, em que a região seca, a usina será subutilizada.

Apesar disso, o governo quer prosseguir com a sua instalação, mesmo esta afetando o Parque Nacional do Xingu, onde vivem aproximadamente 5.500 índios, além da região abrigar cerca de 30 mil famílias que serão despejadas. Sem falar nos impactos ao meio ambiente, já que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime do escoamento do rio, afetando a fauna e a flora locais. A região, que será permanentemente alagada, deverá causar grande impacto na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. 

Como estas árvores são a base da dieta de muitos peixes, que fazem a sua desova na época das cheias, haverá grande redução nestas espécies, impactando também na pesca, atividade de subsistência dos povos indígenas e ribeirinhos.

O que vocês acham? Vale a pena construir uma hidrelétrica como esta, taxada de “energia limpa”, com todos estes prejuízos?

Abaixo segue link de um vídeo que explica bem a situação e, caso vocês se definam contra a construção, podem participar de um abaixo assinado no site http://movimentogotadagua.com.br/projeto:


Vamos nos posicionar! Em nossa opinião, este projeto é realmente a gota d´água!



Até logo. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mais um pouco da nossa floresta urbana vai embora...grande área verde derrubada em terreno no Boa Vista


Olá pessoal,

Hoje temos mais uma denúncia de corte indiscriminado de árvores em Curitiba. Nós do Vândalo Verde descobrimos um terreno, no Bairro Boa Vista, que há pouco tempo era cheio de árvores, de diversas espécies, e que foi completamente devastado de uma hora para outra.

Pela foto da rua e pela vista aérea podemos ver como era o terreno antes:



E, agora, as poucas árvores que restaram ainda sofreram poda drástica, o que podem causar a morte delas (será que a intenção não seria esta?).





De acordo com a legislação ambiental da Prefeitura Municipal de Curitiba, lei 8353/93, para cortar ou derrubar árvores em propriedade particular é necessário:

Art. 4º - Em caso de necessidade de corte ou derrubada de árvores deverá o munícipe interessado, subordinar-se às exigências e providências que se seguem:
I - obtenção de autorização especial, em se tratando de árvores com diâmetro de tronco, caule ou estipe igual ou superior a 0,15m (quinze centímetros) à altura de 1,3Om (um metro e trinta centímetros) a partir da base da árvore, qualquer que seja a finalidade do procedimento;
II - quando o diâmetro for inferior a 0,15m (quinze centímetros), será dispensada a exigência da autorização especial, contanto que se proceda a prévia vistoria "in loco", a cargo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, qualquer que seja a finalidade do procedimento.
Parágrafo Único - Somente após a realização da vistoria e expedição da autorização, se for o caso, poderá ser efetuada a derrubada ou o corte, ficando o Município responsável pelos danos materiais causados por árvores cuja poda ou derrubada tenha sido negada.
Art. 5º - O requerimento de autorização de corte de árvores deverá ser efetuado junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em formulário próprio, mediante solicitação do proprietário do imóvel ou seu representante legal, devidamente comprovado por título de propriedade do imóvel, talão do IPTU, cópias de documentos pessoais ou procuração do (s) titular (es), quando for o caso, e croquis indicando as árvores que se pretende abater.
Art. 6º - No caso de construção civil, deverá o solicitante apresentar consulta amarela do imóvel, estudo ou projeto definitivo de ocupação do terreno e planta planialtimétrica com a locação das árvores de diâmetro igual ou superior a 0,15m (quinze centímetros) a altura de 1,30m (um metro e trinta centímetros) a partir da base da árvore, para serem analisados e vistados. Parágrafo Único - Após a expedição do alvará de construção, o requerente deverá retornar à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, para obter a autorização para o corte das árvores especificadas no processo liberatório do alvará.
Art. 7º - Na hipótese do processo liberatório de alvará não tramitar junto a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, por conter declaração inverídica relativa à inexistência de árvores no imóvel, o responsável técnico ou quem a emitiu, sofrerá as penalidades previstas nesta lei.
Art. 8º - Seja qual for a justificativa, deverá a árvore a ser abatida ser substituída pelo plantio, no mesmo imóvel, ou a doação ao Município, de duas outras, de espécies recomendadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Parágrafo Único - No caso do abate de Araucária angustifolia, (Bert O. Kuntze), deverá ser feito o replantio no mesmo imóvel ou a doação de quatro mudas de espécies recomendadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente”.

A pergunta é: será que o proprietário deste terreno informou a Prefeitura e cumpriu os dispositivos legais? Será que ele estava autorizado a derrubar tantas árvores e está plantando outras para substituição? Para descobrir, iremos realizar uma denúncia no 156, canal de denúncias da Prefeitura, e informaremos aqui a resposta do órgão.
De qualquer forma, uma devastação de árvores como esta é de entristecer qualquer um, ver a vida que tinha ali transformada em barro não é fácil. Mas, vamos em frente, sempre tentando impedir que situações como esta ocorram...e, para isso, também contamos com a ajuda de todos vocês! Denunciem aqui no blog!
Até logo. 


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Envenenamento de animais: até onde vai a crueldade do ser humano?


Olá pessoal,
Recentemente recebemos um relato, que desta vez não se trata de crueldade com a floresta urbana, mas sim com um ser vivo tão indefeso quanto, um animal, mais precisamente uma gata.
 
Há três anos uma moradora do bairro Jardim Social, chamada Paula, tinha adotado uma gatinha chamada Mimi. A gata era tratada com todo o carinho, como se fosse um membro da família. Como a maioria dos gatos que moram em casas, ela saía para dar os seus passeios noturnos, mas pela manhã voltava para casa.
Certo dia, a gata voltou para casa com um comportamento bem diferente do habitual, não queria comer e não entrava em casa de forma alguma. Procurou um canto no jardim e lá ficou. Como ela havia ficado doente há poucos dias, a dona ligou para a veterinária, que receitou um remédio e pediu que ficasse em observação.
A dona da gata a medicou, levou a cama dela para o jardim, de onde ela não saía, e foi dormir, como de costume. No meio da madrugada, Paula escutou um miado alto que, conforme ela, foi diferente de todos que já tinha ouvido. Ela foi ver o que tinha acontecido e encontrou a Mimi morta, espumando pela boca. Pelas características, a veterinária confirmou que foi envenenamento.
Isso mesmo, envenenamento! Ou seja, alguém matou o animalzinho de propósito, pois devia estar “incomodando” de alguma forma. Como assim, só porque um animal mia ou faz barulho no telhado (porque acreditamos que um gato não vá incomodar mais do que isso) ele deve ser morto de maneira criminosa? Até onde vai a crueldade do ser humano? Não entendemos como uma pessoa é capaz de prosseguir com sua vida após ter cometido um assassinato frio como este.

Esta é a Mimi, em casa e saudável - como ainda deveria estar

A dona da gata, que está extremamente triste e indignada, desconfia de três vizinhos, sendo que um deles chegou a confessar certa vez que envenena gatos sem pena, sem saber que Paula era dona de duas. Mas, infelizmente, ela não tem provas para denunciar ou abrir um processo.
A situação é a mesma das árvores. Alguns cidadãos (se é que podem ser chamados assim) simplesmente matam porque o ser vivo está atrapalhando suas vidas. No caso de uma árvore, pode ser simplesmente porque folhas caem na calçada, por exemplo....no que nossa raça está se transformando?

Como denunciar
De acordo com a ONG do Cão (ongdocao.org.br):

“Toda pessoa que tenha conhecimento de atentados contra a natureza ou animais deve denunciar, comparecendo a delegacia mais próxima para lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de boletim de ocorrência, citando o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605 de 1998). Uma boa ideia é imprimir a lei e levar junto, para o caso de haver recusa do delegado em receber a denúncia.
 
Outra saída é entrar com uma representação no Ministério Público Federal da sua cidade. Em ambos os casos não há a necessidade de possuir advogado.
 
De forma mais efetiva tem atuado a Delegacia de Meio Ambiente de Curitiba, com telefone:  (41) 3356-7047, endereço: Rua Erasto Gaetner, 1261 – Bacacheri, em frente à Base Aérea de Curitiba.
 
Em São José dos Pinhais há a Delegacia de maus-tratos aos animais, que atende pelo telefone 3356-7047. Também é possível denunciar por meio da Força Verde, pelo telefone 0800-6430304”.
 
A ONG do Cão ressalta que é muito importante ter uma postura firme frente a delegados, por exemplo. Muitos não conhecem a lei e acham que não é da responsabilidade deles este tipo de situação. Mas é. E, sendo assim, firmeza e determinação são essenciais na hora de denunciar.
 
Mais uma vez nos despedimos tristes com esta situação de crueldade. Mas acreditamos que, assim como nós, existem muitas pessoas dispostas a fazer o bem. Portanto, denunciem!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Espanta-me a precisão da Prefeitura na derrubada da floresta urbana de Curitiba!


Em mais uma demonstração da ‘máquina’ funcionando, vemos uma das ruas mais arborizadas de Curitiba ser dilacerada!







Se apoiando em frágeis faces da lei e com o apoio de alguns cidadãos que acham que só as árvores plantadas longe de suas casas são bonitas e úteis, a prefeitura utiliza sua cota de 20% de renovação para acabar com as árvores.

Antecipo-me sobre as desculpas regulares deste órgão de que as árvores estão atrapalhando a visibilidade, que elas estão destruindo as calçadas, que vão danificar a rede de esgoto e matar pessoas. Ou seja, são verdadeiras vilãs da sociedade! Acho que na visão deles (prefeitura e cidadãos) o local ideal para viver é no Saara, pelo menos lá estes monstros vegetais não os encontrarão!

Caros leitores, convenhamos, árvores devem ser cuidadas, não cortadas. Reforço novamente que a poda das árvores é altamente prejudicial a elas, pois corta seu ciclo de produção de energia, pois interrompe ou diminui sua fotossíntese.

Seria mais ou menos como você ficar sem comer por um tempo e precisar realizar esforço extra para conseguir mais comida. Fácil perceber que isso pode lhe levar a morte ou encurtar seu ciclo de vida. No caso das árvores, após severas podas, elas desesperadamente produzem mais galhos para que tenham folhas e restaurem o ciclo de fotossíntese. Este exagero de ramificações pode ser visto nas árvores que estão sendo novamente ‘podadas’.

Também observem que pelos troncos agora caídos, como eles não apresentam a recorrente alegação dos nefastos laudos da prefeitura: “problemas fitossanitários”. Um jeito bem genérico de se livrar do problema.



 




As fotos abaixo mostram um “antes e depois” do serviço prestado. Para nós coloca a necessidade dos serviços em dúvida.



 
Imagem Google Street 2011


 









                     Execução dos serviços de poda.

Desmintam-me os técnicos que nos acompanham, mas depois de passado o inverno e as árvores em sua maioria já floridas, não é o período ideal para tal prática. Vejamos parte do manual da Prefeitura de São Paulo, referindo-se a diversas espécies:


“... a melhor época para a poda é compreendida entre o final do florescimento e o início do período vegetativo...”

“... a melhor época para a poda é compreendida entre o início do período vegetativo e o início do florescimento...”

“... a melhor época para a poda é compreendida entre o final do florescimento e o início da frutificação...”

Ressaltamos que não somos contra as podas, mas achamos que as árvores que estão sendo mortas e arrancadas não o deveriam ser e as podas drásticas realizadas têm o claro objetivo de minar a resistência delas:




 
Imagem Google street 2011 – antes da poda
Momento da poda



               Imagem Google street 2011 – antes da poda



 
                                  Momento da poda


Qual a destinação de todo este ‘material’ verde? Parte é enviada para se tornar adubo e o resto?
     




Triste a situação de nossa cidade, Curitiba, que em outros tempos era conhecida como “capital ecológica”. Agora ela está se transformando em uma cidade em que o meio ambiente não é mais levado em conta, o que importa é cortar o mal (sim, porque na visão da prefeitura e de alguns cidadãos é isso que parece) literalmente pela raiz.
Até a próxima. 





 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Descobrimos porque a Prefeitura de Curitiba não cuida da sua floresta urbana. Porque o cidadão está pronto para destruir árvores!


Descobrimos porque a Prefeitura de Curitiba não cuida da sua floresta urbana. Porque o cidadão está pronto para destruir árvores!

Olá pessoal,

O relato de hoje é do próprio Vândalo Verde e fala a respeito de uma pequena árvore que foi abandonada na rua, pelo jeito sem causar nenhuma sensibilização em quem cometeu o ato. Confiram a história e seu desfecho, que neste caso foi feliz. Mas, a conclusão a que chegamos mais uma vez, não nos trouxe alegria alguma:

“Há mais ou menos duas semanas encontrei uma pequena árvore, talvez com 2 metros e tronco não mais grosso que um punho. Ela estava em uma situação no mínimo estranha... apoiada no muro da casa e com as raízes aparentes. Como está com boa aparência e folhagem aparentemente saudável, concluí que ela devia fazer parte da casa e que a estavam transplantando ou algo assim.

Minha surpresa: quando passo novamente no mesmo local, alguns dias depois,  encontro novamente esta pequenina árvore, agora caída e com alguns galhos quebrados. Não tive dúvida, parei, fui até lá, tentei falar com alguém que soubesse me falar algo sobre o que estava acontecendo, mas na casa onde ela estava não havia ninguém. Hesitei... não havia ninguém na rua e fiquei sem ação para procurar os vizinhos e perguntar. Por fim deixei a árvore como estava... caída. Pois achei mais prudente ela caída no jardim, do que novamente de pé e o marginal que a derrubou e quebrou visse ela de pé novamente e voltasse para terminar a barbárie.  Isso foi numa sexta-feira. Não consegui esquecer a cena, o sentimento que a envolvia também não saíam da minha mente.

Resolvido. Era sábado último, muito sol. Pensei: “Um ótimo dia para resgatar uma árvore!” Agora, com mais sorte, passei novamente onde ela estava e observei um vizinho que lavava seu carro aproveitando o descanso do sábado. Me aproximei, apresentando-me, e cautelosamente pergunto sobre aquela árvore agora caída. Ele informa que moradores “lá de cima” trouxeram a árvore já fora do vaso e a abandonaram ali, pois naquela casa não mora ninguém. Ele relata que até pensou em resgatá-la, mas não tinha lugar para plantar em sua casa. E isso eu constatei ser verdade, ele tem um terreno bem arborizado. Informei que minha intenção era resgatar a árvore, para plantar em frente de casa ou algo assim. Recebi apoio imediato e o relato em tom amigável da indignação de como ditas pessoas podem tratar uma arvorezinha assim.

Senhor! Que peso. Para mim, um sedentário de carteirinha, levantar aquela pequena foi um esforço sem igual. Com ela quase toda dentro do carro e com seus galhos atrapalhando muito pouco a visão para frente, segui até em casa. Descarreguei-a e comecei a pensar mais seriamente qual seria o melhor futuro para ela. Não como técnico, mas como observador do nosso cotidiano, vislumbrei-a plantada em frente da minha casa, mas comigo não morando mais ali. Facilmente seria cortada pelos motivos mais banais que tanto relatamos aqui no blog. Plano B e, neste caso definitivo, a levamos para uma chácara da família na região metropolitana e agora ela vai poder seguir seu curso, sua vida!

A árvore pronta para ser plantada

A pequena árvore depois do replantio


O principal do fato acima narrado não é o abandono, o linchamento que a árvore sofreu. É o descaso das pessoas por ela. O vizinho que quase a adotou disse que ela estava a mais de 30 dias naquela situação! Assim, fica evidente porque a Prefeitura não se importa com as árvores, pois a grande massa também não se preocupa. Por isso é que ouvimos da estrutura governamental afirmações como: “eu queria poder cortar todas as árvores da Rua México, e assim iriam parar de me perturbar por causa das calçadas, mas só posso cortar 20%, por causa da lei. Mas isso estamos fazendo!”. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Floresta Urbana imune de corte: sugira árvores e nos ajude a pedir pela Paineira!


Olá pessoal,

Hoje estamos aqui para falar sobre uma ação muito interessante da Prefeitura de Curitiba, especialmente da Secretaria do Meio Ambiente (porque quando eles tomam atitudes bacanas como esta, nós também contamos aqui!)

A partir de reportagem do jornal Gazeta do Povo (http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=802100&ch=) ficamos sabendo que a Secretaria do Meio Ambiente está ampliando a listagem das árvores imunes ao corte em Curitiba. Atualmente 21 árvores da nossa floresta urbana não podem ser cortadas, pela relevância de sua espécie, tamanho, capacidade de produzir sementes, entre outros.

Mas esta lista vai aumentar! Isto porque qualquer cidadão pode encaminhar para o e-mail smma@smma.curitiba.pr.gov.br sua sugestão de árvore imune ao corte. De acordo com entrevista feita pelo jornal com Alfredo Vicente de Castro Trindade, coordenador-técnico de Fauna e Flora da Secretaria do Meio Ambiente, “não há limite para inclusão e por isso a população ainda pode mandar suas sugestões”. Vamos participar? As sugestões podem ser enviadas até o mês de outubro, quando o trabalho será concluído.

Ajudem a Paineira Rosa




Além de enviar as sugestões de vocês, leitores, pedimos que, se possível, incluam em seus e-mails o seguinte texto que pede que a imunização da nossa Paineira Rosa de 70 anos, pela qual nós do blog Vândalo Verde tanto lutamos (http://vandaloverde.blogspot.com.br/2012/06/paineira-rosa-fica-ufpr-emite-laudo.html):

“Solicitação para inclusão de árvore imune ao corte
Prezados profissionais da Secretaria do Meio Ambiente,
Vimos, por meio de reportagem do jornal Gazeta do Povo, que os senhores estão recebendo sugestões de árvores para serem incluídas na lista das imunes ao corte. 

Gostaríamos de solicitar a inclusão de uma árvore Paineira Rosa, de aproximadamente 70 anos, que está na Rua João Havro, 1204 – Boa Vista.

Esta árvore já sofreu ameaça de corte pela Prefeitura Municipal de Curitiba, mas graças à atitude do cidadão Carlos Eduardo Andersen, que se acorrentou à Paineira, ela foi salva. 

Mas, para assegurar que a Prefeitura não cortasse a árvore posteriormente, Carlos entrou com um processo na Justiça, que contém inclusive um laudo técnico da Universidade Federal do Paraná, assinado pela professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Florestal da universidade, Dra. Daniela Biondi. O laudo é conclusivo e afirma que em todos os aspectos a Paineira é saudável e não apresenta riscos à população.

Seguem trechos do laudo:

“É uma árvore muito utilizada no paisagismo urbano devido a beleza das flores e seus aspectos excêntricos do tronco e sua proporcionalidade com a copa.”

“Segundo a população local, a árvore tem cerca de 70 anos de idade, sendo mais velha que a própria rua onde está situada. Nada mais justo que a mesma permaneça onde está porque ela pode simbolizar os últimos resquícios de uma época quando não existia urbanização naquele local. Os mais antigos da rua devem ter uma relação afetiva com aquela esta árvore como uma lembrança viva daquela paisagem”.

“A Paineira Rosa não deveria ser sacrificada (...) deveria ser ter um tratamento diferenciado – ser uma árvore tombada ou imune de corte, justificada pela sua beleza, porte e excentricidade”.

Para mais informações sobre a Paineira Rosa e acesso ao laudo completo, pode-se acessar vandaloverde.blogspot.com”

Caso vocês possam nos ajudar, é só copiar o texto e enviar para o e-mail que informamos! Para nós, a ajuda de vocês é muito importante, já que a união faz a força! E não deixem de sugerir também as árvores que vocês acreditam que devem ser imunes ao corte. Vamos aproveitar esta oportunidade e exercer nosso papel de cidadãos atuantes!

Até breve. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Você sabe se seu candidato está comprometido com o meio ambiente? A “Plataforma Ambiental dos Municípios” pode te ajudar


Olá pessoal,

Nosso post de hoje é em resposta ao nosso leitor Daniel F. C. Santos, do blog “O livro de João Antonio” (http://olivrodojoaoantonio.blogspot.com.br/), que nos perguntou a respeito de candidatos alinhados com a proteção das árvores, e também para fornecer mais um instrumento de auxílio a vocês, que estão escolhendo seus candidatos para a próxima eleição.

No mês de agosto, foi lançada pela Fundação SOS Mata Atlântica a “Plataforma Ambiental aos Municípios”, documento que tem como objetivo apresentar os principais pontos da agenda socioambiental do Brasil com os quais os nossos candidatos devem se comprometer.

O link de acesso ao documento é:



A plataforma é dividida em desenvolvimento sustentável, clima, educação, saúde e saneamento básico (pontos que consideramos dos mais importantes para termos um país melhor).

A Plataforma Ambiental serve como ponto de apoio a qualquer cidadão que queira contribuir com um voto mais consciente. Isto porque o documento pode ser entregue aos candidatos (da forma que for mais conveniente para cada um) como uma forma de cobrança de posicionamento e resposta em relação a cada um dos temas apresentados. Por sua vez, os políticos também podem utilizar o documento para a elaboração de suas propostas. Este é o objetivo!

Esperamos que compartilhem esta ideia com outras pessoas e que estudem o documento antes de escolherem seus candidatos. Assim, estaremos exercendo nosso papel de cidadãos, votando de forma mais consciente e colocando no poder candidatos que realmente mereçam estar lá!

Até logo.